Wednesday, 9 April 2008

do not believe your eyes


dois trechos

Thursdays

It is Thursday. I am sad. I spilled coffee on the carpet, first thing in the morning. I put soap on a sponge and did my best. But it would not go. Then, when I tried to stand up, I knocked my head against the door. I felt like crying. I do not know what I would cry about. I do not know why it is Thursday and it has to be like this. I just woke up and outside was grey. I just felt like having some coffee. I could not have it. The powder was finished. My eyes were decorated with tears. I could not cry. It hurt. It was another Thursday. Another Thursday morning, and I hated it.



Deconstruct

I want to be honest with you. I have kept this very secret because I assumed there would not be understanding and I would have to use your words as if they were mine to make it clear. I read a book called Alexis, and you know how much I hate titles that are names because I am always struggling to find simplicity. And then it gets dark and late, and I give up. I bought that bottle of wine, we drank, and everything got light and foolish. I mumbled, you said ‘what?’; I gave up because it was dark. And I am no fool. I wrote a piece about John and me. I called it John. I thought you could read it. It was not a simple decision. But then again, nothing really was.

Monday, 7 April 2008

a eterna p!

'the more I read Dotoevsky the more I wonder about Henry and June and whether they are imitations. I recognize the same phrases, the same heightened language, almost the same actions. Are they literary ghosts? Do they have souls of their own?'

lendo Henry and June em Amsterdam, me pego questionando o ser humano, a necessidade do ser em se abstrair em atos, como se eles fossem capazes de compor uma existencia. pffff

Friday, 4 April 2008

I amsterdam

No meio de toda esta confusao sentimental, peguei um aviao para Amsterdam, enquanto leio a Anais Nin e escuto trechos que nao se tornam sons mas me sussuram fatos do Clichy.

As putas me sorriem no Red Light District, me perco entre as portas abertas e convidativas, recuso-me a entrar num cafeh ateh segunda-feira, observo, me perco, vou a museus como se o mundo tivesse pedido um minuto de paz e silencio.

Estranho voltar aonde tudo comecou, quatro anos atras, e eu ja nem sou aquele rapaz que um dia teve medo de pisar no mundo. Os caminhos sao todos meus.

Wednesday, 26 March 2008

wondering...

nao eh que eu seja uma pessoa desequilibrada, eh que vez ou outra eu lhe apresento os meus fantasmas. boooooh

Thursday, 20 March 2008

Inexplicacoes

Flashes do pasado rondam a minha cabeca. Resgates de memorias que se evaporam de alguma fonte desconhecida, refugio do insondavel. Vem-me imagens esporadicas, emocoes positivas, quase saudades.

Andando descalco no sertao da Bahia, com oito anos, correndo atras de peixinhos no rio ralo que banha a estrada por onde passamos. Seguido de uma visita a uma casa muito simples, forno de madeira, comida caseira.

O sol se pondo atras do farol, o cheiro da grama varrida pelo vento, o ceu mudando de cor, serenatas de degrades se decompondo num ponto em que nao posso tocar. O espasmo, a luz artificial, o mar.

O ser familia, o almocar junto, o brigar, o gritar, o nao precisar de desculpas, as falhas, as risadas compartilhadas, os amigos, ah, os amigos, a minha alternatividade entre as ruas de um pelourinho recem-reformado, decorado e tao decadente, nao saber me ser e ser tao eu, as renuncias, o ar modificando-se no cigarro de menta da minha prima que me gira num passo de forro na praca da Dinha, enquanto o excesso de alcool e a mao dentro do bolso tocando a chave do carro me faz pensar em desistir, e querer recomecar.

Lembrancas que surgem sem um porque, um porem, que necessitam de analise, num momento em que o meu corpo arde de novo, que diz nao ao nao, que compreende as origens dos pontos de nos no novelo de la, a complexidade do meu ser. Desejos imensuraveis de me enfiar nuns lencois alheios - ah, como a Anais Nin tem me feio mal com o seu diario, por que serah que adoro diario de escritores, por que escrevo este blog? – de me perder novamente, sem a busca de amor – foda-se todo o choro, querer o gozo, a culpa, o andar vazio e feliz.

Inexplicacoes de mim mesmo, uma torrente perversa, auto-injecoes. Eu soh sou capaz de agredir a mim mesmo, nestes momentos, e ainda assim, sem querer, sao os outros que saem feridos, sao eles que compram a imagem do desvario sedutor, da consciencia a mais, do romance impossivel, sao eles que infiltram estes retratos no album das fotos que eu nao tirei.

Querer me centrar, fugir do perigo de mim mesmo. Fugir de mim.

Monday, 10 March 2008

Entre eu, voce e todo mundo que le essa cachaca

Viver eh um lance raro, entre os compromissos do dia que nos roubam esse respirar de cafe da manha com calma, sentados no jardim que nao temos. Eu acordei, chovia. Eu quis gritar.

Voce andava por entre ruas de nomes esquisitos. E me ligava soh para contar que fevereiro passou. Por um momento, eu pensei que tudo que me faltava era cozinhar. Dispus os ingredientes sobre a mesa, e entao a vontade foi embora. Faz tempo que eu me pergunto o que eu faco. (serah que eu necessito de uma interrogacao aqui para expressar minha duvida?)

A tarde veio, pensei em retornar a ligacao que eu nao atendi. Sorri ao pensar que as pessoas lerao anuncios traduzido por mim no Brasil, por todo marco. E quis gritar.

Voce deixou uma mensagem desaforada. Acontece, que agora qualquer palavra me atravessa sem tocar. Nao eh engracado isso de levar tanta porrada e nao pensar: eu nao me importo mais. Sofrer eh algo muito desnecessario. Se voce tira o peso, o que fica?

Lia um trecho que dizia assim: ‘I want his love to die’, da Anais Nin. Eu tava preso com corrente aquelas leituras, as paginas do livro se alternando involuntariamente. A campainha tocou.

Quando abri a porta, voce me disse com alguma ansia: Fevereiro se foi. E eu entendi pela primeira vez que estamos mesmos envelhecendo. Eu quis gritar.